Palestra especial do Fórum da Liberdade destacou a busca do sucesso por livre iniciativa

O psiquiatra e escritor inglês declara que a sociedade precisa ser encorajada a buscar oportunidades de trabalhar para depender

A palestra especial do segundo dia do Fórum da Liberdade foi ministrada pelo psiquiatra e escritor inglês Theodore Silrymple. Theodore atuou como médico em uma penitenciária durante um longo período e realizou estudos sobre comportamento e resultados em determinadas sociedades. Citou alguns exemplos de localidades francesas, onde trabalhou na construção de um artigo, em que as pessoas viviam em comunidades precárias, com altos índices de violência e constante desemprego. “Os comércios eram saqueados e os carros quebrados constantemente por grupos que reivindicavam mais do governo”, disse, explicando que, embora a educação fosse pública, determinados grupos se achavam diferentes de outros e reclamavam por uma igualdade. “Estamos acostumados a considerar igualdade o mesmo que equidade, e são conceitos diferentes”, falou, explicando que equidade é o senso de justiça e que é o que a sociedade precisa.

Theodore aponta que a intervenção excessiva das forças do Estado mascara um aprisionamento econômico, político e social. “O discurso populista cria uma falsa sensação de liberdade nas pessoas, dando-lhes algemas em vez de opção”, disse, referindo-se aos custos que o governo tem com programas sociais que, em vez de possibilitarem melhoria para as pessoas, provocam mais crises econômicas. “O governo francês não queria liberalizar o mercado de trabalho e o desemprego continuava aumentando”, afirmou.

Ele apontou, para uma plateia atenta, que a sociedade está habituada com o discurso de que o Estado tem de prover tudo. “Só se fala nas causas da pobreza, nunca se explora as causas da riqueza”, disse, explicando que as pessoas acabam ligando a pobreza a um dinheiro indevido. “A dedicação ao estudo e ao trabalho traz o sucesso, as pessoas precisam saber disso”, falou. Citou exemplo de minorias que usaram a perseguição e o preconceito que sofreram como desafio para superar as dificuldades e se encontrar numa situação melhor do que a de seus opressores. “A suposta redistribuição de renda encobre uma situação econômica que favorece apenas a alguns”, complementa.

Sobre a questão da imigração, o palestrante se posiciona a favor, desde que as condições econômicas sejam favoráveis. “Na Inglaterra, por exemplo, os refugiados são proibidos de trabalhar, logo não contribuem para o país”, disse, esclarecendo que as pessoas gostariam de trabalhar, mas acabam ficando na dependência de previdência e ajuda estatal.

Theodore Silrymple afirma que o Estado de bem estar social acaba por aumentar a propenção ao crime. “Não diretamente, mas a intervenção excessiva do Estado causa uma desigualdade econômica e social quase irreparável”, falou. Voltado às questões da América Latina e ao Brasil, recomendou que a sociedade comece a pensar no futuro. “Acredito que as reformas precisam ser graduais e se deve olhar mais para o futuro, em busca de crescimento, e não para o passado”, disse, defendendo que não é possível cortar os benefícios de uma hora para outra, mas doutrinar  as pessoas para se planejarem para o futuro, menos dependentes da ajuda do governo.

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